Gostei de ler sobre a GFE no blog de Pedro Mexia.
Porque, na verdade, nada é assim tão simples.
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29 de janeiro de 2008
5 de dezembro de 2007
A confiança, esse estranho fenómeno
A CIA, como central de informações que é, assenta nas fontes e na credibilidade das mesmas.
Como tal, criou uma hierarquia de fontes, consoante os graus de credibilidade que cada uma delas merece:
Grau A - Completamente fiável. Aqui podemos dizer que só temos em conta informação da própria organização, no que diz respeito a dados quantitativos internos e/ou públicos
Grau B - Normalmente confiável
Grau C - Razoavelmente confiável
Grau D - Não é por norma confiável
Grau E - A confiabilidade não pode ser determinada
A maioria das fontes recairão nas categorias A e B, enquanto que no caso de novas fontes, estas provavelmente recairão na categoria E. Normalmente, o decorrer do tempo fará com que uma fonte passe de uma categoria para outra.
Até aqui tudo certo. Mesmo que a CIA fosse, como alguém pensa, o Culinary Institute of America e não a Central de Informação. Todos nós classificamos as nossas fontes desta forma empiricamente, mesmo não lhe dando esta categorização tão sistematizada.
Quando conhecemos alguém tratamos de colocá-la no Grau E e, á medida que o tempo e a relação se vão aprofundando, irá ser promovida a Grau A ou B. Naturalmente.
E quando conhecemos e privamos com alguém durante anos e não conseguimos tirá-lo do Grau E?
Acontece. Não gostamos menos de alguém por isso. O mistério até é, em muitos casos fonte de atracção.
E, além do mais, nós não somos a CIA e podemos ser atraídos pelo desconhecido.
Já Heraclito dizia que o oculto é o perigo e o perigo, convite a aderir ao oculto.
Mas o que dizer daqueles que, no minuto em que os conhecemos sabemos instintivamente que são confiáveis?
O que acontece no nosso cérebro? Que química é essa que nos leva a confiar cegamente em estranhos com a convicção absoluta de que são estranhos mas de confiabilidade de Grau A?
Que código é esse que transmitimos uns aos outros e que o nosso cérebro consegue descodificar sem percebermos como?
Quão indecifrável é a essência humana?
Que diremos nós aos outros sobre nós mesmos nos momentos de silêncio aparente?
Muito, concerteza.
Chamo-lhe intuição mas confesso que não sei o que é verdadeiramente a intuição.
Resta-me agradecer aos amigos que confiam em mim e regozijar-me por ter amigos de Grau A.
Como tal, criou uma hierarquia de fontes, consoante os graus de credibilidade que cada uma delas merece:
Grau A - Completamente fiável. Aqui podemos dizer que só temos em conta informação da própria organização, no que diz respeito a dados quantitativos internos e/ou públicos
Grau B - Normalmente confiável
Grau C - Razoavelmente confiável
Grau D - Não é por norma confiável
Grau E - A confiabilidade não pode ser determinada
A maioria das fontes recairão nas categorias A e B, enquanto que no caso de novas fontes, estas provavelmente recairão na categoria E. Normalmente, o decorrer do tempo fará com que uma fonte passe de uma categoria para outra.
Até aqui tudo certo. Mesmo que a CIA fosse, como alguém pensa, o Culinary Institute of America e não a Central de Informação. Todos nós classificamos as nossas fontes desta forma empiricamente, mesmo não lhe dando esta categorização tão sistematizada.
Quando conhecemos alguém tratamos de colocá-la no Grau E e, á medida que o tempo e a relação se vão aprofundando, irá ser promovida a Grau A ou B. Naturalmente.
E quando conhecemos e privamos com alguém durante anos e não conseguimos tirá-lo do Grau E?
Acontece. Não gostamos menos de alguém por isso. O mistério até é, em muitos casos fonte de atracção.
E, além do mais, nós não somos a CIA e podemos ser atraídos pelo desconhecido.
Já Heraclito dizia que o oculto é o perigo e o perigo, convite a aderir ao oculto.
Mas o que dizer daqueles que, no minuto em que os conhecemos sabemos instintivamente que são confiáveis?
O que acontece no nosso cérebro? Que química é essa que nos leva a confiar cegamente em estranhos com a convicção absoluta de que são estranhos mas de confiabilidade de Grau A?
Que código é esse que transmitimos uns aos outros e que o nosso cérebro consegue descodificar sem percebermos como?
Quão indecifrável é a essência humana?
Que diremos nós aos outros sobre nós mesmos nos momentos de silêncio aparente?
Muito, concerteza.
Chamo-lhe intuição mas confesso que não sei o que é verdadeiramente a intuição.
Resta-me agradecer aos amigos que confiam em mim e regozijar-me por ter amigos de Grau A.
3 de dezembro de 2007
Voltar
Uma preguiça insolente de escrever no blog tem tomado conta de mim impedindo-me de tomar conta do meu blog.
Porque há vida para além do blog e nem sempre consigo retratá-la aqui com a distância e imparcialidade que impus a mim mesma.
Enfim, voltei e tenho em mim a convicção de que vou conseguir transpor mais do que o habitual para a Tertúlia.
Porque há vida para além do blog e nem sempre consigo retratá-la aqui com a distância e imparcialidade que impus a mim mesma.
Enfim, voltei e tenho em mim a convicção de que vou conseguir transpor mais do que o habitual para a Tertúlia.
23 de outubro de 2007
Hipóteses de emigração 1
21 de outubro de 2007
Encruzilhadas
Tantos e tão díspares são os caminhos.
Tenho a bússola e, no entanto, falta-me a lucidez.
O problema não são os pontos cardeais: sei onde é o Norte e o Sul, Este e Oeste.
Mas não sei o que significam.
E, por isso, não sei o caminho.
Tertúlias
dúvidas existenciais,
Lisboa,
nada é assim tão simples
11 de outubro de 2007
5 de outubro de 2007
Máscara

Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há muitos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.
Álvaro de Campos
19 de setembro de 2007
What goes around comes around….
Heraclito dizia "Se não esperas o inesperado, nunca o encontrarás...".
Mas se eu espero o inesperado, ele passa a ser esperado, verdade?
Ou, como me lembrava hoje um amigo, "What goes around comes around…"
E eu vou ficar à espera. Não sei se preparada, mas à espera.
Mas se eu espero o inesperado, ele passa a ser esperado, verdade?
Ou, como me lembrava hoje um amigo, "What goes around comes around…"
E eu vou ficar à espera. Não sei se preparada, mas à espera.
Tertúlias
dúvidas existenciais,
filósofos,
máximas
14 de setembro de 2007
Coincidência
coincidência
s. f.,
simultaneidade de dois acontecimentos;
concordância;
justaposição;
identificação de duas ou mais coisas;
acaso.
Dicionário Texto Editora
s. f.,
simultaneidade de dois acontecimentos;
concordância;
justaposição;
identificação de duas ou mais coisas;
acaso.
Dicionário Texto Editora
29 de agosto de 2007
Nao queiras saber de mim - Rui Veloso
Hoje não me recomendo...
o vídeo perfeito.
Tertúlias
dúvidas existenciais,
vou ali e já volto
24 de julho de 2007
Quando se fecha uma porta...
Há uma cena recorrente na minha vida: desespero total, parece que o mundo acabou...
Eis se não quando...
Helas! O caminho não era aquele!
Se isto me tivesse acontecido algumas vezes na vida, eu juro que não ligava.
Acontece que está sistematicamente a acontecer. Eu, que não sou supersticiosa nem tão pouco tenho uma visão esclarecida do "Divino", começo a achar que isto é estranho.
Estranho porque confunde a minha racionalidade estabelecida e instalada. Estranho porque não consigo explicar de forma lógica.
Se não vejamos, como é que explico que no mesmo dia em que grandes decisões estão para ser tomadas, tudo corra mal e surja, como que do nada, imediatamente a seguir, uma solução completamente diferente e muito melhor?
Já me disseram que isto tem a ver com pensamento positivo, acreditar que algo de melhor vai acontecer, etc, mas acho isso tudo muito esotérico para o meu pobre raciocínio.
Então se eu estou de rastos, a achar que o mundo ruiu, que os meus planos foram por água abaixo, como é que estou com "pensamento positivo"?
Há aqui qualquer coisa que o Prof. Damásio talvez pudesse explicar.
Eu desisto de compreender, mas vou ficar atenta às fintas da vida e à espera da solução alternativa para cada problema.
Teoricamente com Pensamento Positivo!
Eis se não quando...
Helas! O caminho não era aquele!
Se isto me tivesse acontecido algumas vezes na vida, eu juro que não ligava.
Acontece que está sistematicamente a acontecer. Eu, que não sou supersticiosa nem tão pouco tenho uma visão esclarecida do "Divino", começo a achar que isto é estranho.
Estranho porque confunde a minha racionalidade estabelecida e instalada. Estranho porque não consigo explicar de forma lógica.
Se não vejamos, como é que explico que no mesmo dia em que grandes decisões estão para ser tomadas, tudo corra mal e surja, como que do nada, imediatamente a seguir, uma solução completamente diferente e muito melhor?
Já me disseram que isto tem a ver com pensamento positivo, acreditar que algo de melhor vai acontecer, etc, mas acho isso tudo muito esotérico para o meu pobre raciocínio.
Então se eu estou de rastos, a achar que o mundo ruiu, que os meus planos foram por água abaixo, como é que estou com "pensamento positivo"?
Há aqui qualquer coisa que o Prof. Damásio talvez pudesse explicar.
Eu desisto de compreender, mas vou ficar atenta às fintas da vida e à espera da solução alternativa para cada problema.
Teoricamente com Pensamento Positivo!
Tertúlias
dúvidas existenciais,
eu,
nada é assim tão simples,
obsessões
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