Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens

29 de outubro de 2007

Paixão ou A Batalha Contra as Sombras

Mais um livro de poesia a ser lançado no dia 6. Desta vez uma obra do Ricardo Belo de Morais que, pela amostra do blog, promete momentos inesquecíveis de leitura para exercitar os sentidos: "Paixão ou A Batalha Contra as Sombras".
À venda a partir de dia 7 de Novembro de 2007.
Espero que o 7 seja um número mágico para o Ricardo. Quem nos presenteia com versos assim merece a felicidade e o êxito.

27 de outubro de 2007

Mulheres Bonitas


É já no dia 9 o lançamento do livro do João Villalobos "As Mulheres Bonitas Não Viajam de Autocarro".

A não perder mais uma demonstração de génio.
Quem não gostar de poesia tem sempre as "empaduças" e a boa música prometida.

8 de outubro de 2007

Fernando Pessoa


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

6 de outubro de 2007

Sê Paciente

Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.

Eugénio de Andrade

5 de outubro de 2007

Máscara


Depus a máscara e vi-me ao espelho.

Era a criança de há muitos anos.

Não tinha mudado nada...

É essa a vantagem de saber tirar a máscara.

É-se sempre criança,

O passado que foi

A criança.

Depus a máscara e tornei a pô-la.

Assim é melhor,

Assim sem a máscara.

E volto à personalidade como a um términus de linha.

Álvaro de Campos

18 de setembro de 2007

Hoje...

Hoje roubei todas as rosas dos jardins e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Eugénio de Andrade