"Consiste o livre-arbítrio em voluntariamente cumprir o fado".
Este pensamento de Agostinho da Silva encerra uma tão grande verdade que, por isso,´se torna difícil de concretizar.
O livre-arbítrio é uma questão que apenas nos surge por sermos livres. Se não temos obstáculos físicos podemos fazer o que quisermos.
Mas o que queremos nós em cada momento?
É aí que entra o livre-arbítrio. Nos limites que impomos a nós mesmos apesar da Liberdade.
Esses limites serão o que os nossos valores e princípios ditarem.
E aí, VOLUNTARIAMENTE, faremos o que nos aprouver.
Porque, VOLUNTARIAMENTE, aceitámos previamente as consequências dos nossos actos. Consciente ou inconscientemente.
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28 de setembro de 2008
3 de dezembro de 2007
O Público errou...
O Público errou.
Errar é humano.
Considerar que uma sondagem é um resultado e fazer disso primeira página não é, para mim, um erro. É inexperiência.
Como não posso colocar José Manuel Fernandes no lote dos inexperientes, e muito menos nestas lides eleitorais, só me resta perguntar: O que se passa no Público?
Errar é humano.
Considerar que uma sondagem é um resultado e fazer disso primeira página não é, para mim, um erro. É inexperiência.
Como não posso colocar José Manuel Fernandes no lote dos inexperientes, e muito menos nestas lides eleitorais, só me resta perguntar: O que se passa no Público?
29 de outubro de 2007
Pensador

Esta foto foi tirada há precisamente 2 anos atrás (29 de Outubro) no museu de escultura de Washington DC.
Coincidências irónicas da vida, hoje lembrei-me dela sem me lembrar da data em que a tirei.
Merece lugar no blog pela surpresa que me causou e, pelo magnetismo que tem por não me sair da cabeça enquanto não fui à pasta das fotos revê-la.
Este Pensador leva a sério o poder do pensamento.
Desconcertante.
26 de outubro de 2007
Dandys

Uma pérola de Pedro Mexia: "Hoje, temos apenas o «metrossexual», que é basicamente um gay que ainda não aceitou a sodomia"
Este belo rapaz é a cara de um anúncio de jóias masculinas de uma conhecida marca de relógios. O exemplar é bom, não havia necessidade daquele anelucho no dedo, havia?!
O que se passa com os nossos homens? Falta pouco para voltarmos aos Dandys de outros tempos: laços, jóias, saltos altos, pó de arroz em bochechas inflamadas.
Se ao menos estes novos dandys tivessem o romantismo poético de Lord Byron ou de Baudelaire...
21 de outubro de 2007
Dá Deus nozes...
"Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que podes fazer pelo teu país..."
Frase boa esta, se o meu país aceitasse ajudas.
Assim... Batatas!
Frase boa esta, se o meu país aceitasse ajudas.
Assim... Batatas!
Tertúlias
nada é assim tão simples,
obsessões,
pequenas tristezas,
Portugueses
Encruzilhadas
Tantos e tão díspares são os caminhos.
Tenho a bússola e, no entanto, falta-me a lucidez.
O problema não são os pontos cardeais: sei onde é o Norte e o Sul, Este e Oeste.
Mas não sei o que significam.
E, por isso, não sei o caminho.
Tertúlias
dúvidas existenciais,
Lisboa,
nada é assim tão simples
13 de outubro de 2007
Reflexões
A primeira condição para libertar os outros é libertar-se a si próprio; quem apareça manchado de superstição ou de fanatismo ou incapaz de separar e distinguir ou dominado pelos sentimentos e impulsos, não o tomarei eu como guia do povo; antes de tudo uma clara inteligência, eternamente crítica, senhora do mundo e destruidora das esfinges; banirá do seu campo a histeria e a retórica; e substituirá a musa trágica por Platão e os geómetras.
Hei-de vê-lo depois de despido de egoísmo, atente somente aos motivos gerais; o seu bem será sempre o bem alheio; terá como inferior o que se deleita na alegria pessoal e não põe sobre tudo o serviço dos outros; à sua felicidade nada falta senão a felicidade de todos; esquecido de si, batalhará, enquanto lhe restar um alento, para destruir a ignorância e a miséria que impedem os seus irmãos de percorrer a ampla estrada em que ele marcha.
Nenhuma vontade de domínio; mandar é do mundo das aparências, tornar melhor de um sólido universo de verdades; se tiver algum poder somente o veja como um indício de que estão ainda muito baixos os homens que lho dão; incite-o o sentir-se superior a mais nobre e rude esforço para que se esbatam e percam as diferenças; não aproveite para mostrar a sua força a fraqueza dos outros; o bom lutador deseja que o combatam mais rijos lutadores.
Será grato aos contrários, mesmo aos que veem armados da calúnia e da injúria; compassivo da inferioridade que demonstram fará tudo que puder para que melhorem e se elevem; responderá à mentira com a verdade e ao ódio com o bem; tenazmente se recusará a entrar nos caminhos tortuosos; se o conseguirem abater, tocará com humildade a terra a que o lançaram, descobrirá sempre que do seu lado esteve o erro e de novo terá forças para a luta; e se o aplaudirem pense logo que houve um erro também.
Agostinho da Silva
Hei-de vê-lo depois de despido de egoísmo, atente somente aos motivos gerais; o seu bem será sempre o bem alheio; terá como inferior o que se deleita na alegria pessoal e não põe sobre tudo o serviço dos outros; à sua felicidade nada falta senão a felicidade de todos; esquecido de si, batalhará, enquanto lhe restar um alento, para destruir a ignorância e a miséria que impedem os seus irmãos de percorrer a ampla estrada em que ele marcha.
Nenhuma vontade de domínio; mandar é do mundo das aparências, tornar melhor de um sólido universo de verdades; se tiver algum poder somente o veja como um indício de que estão ainda muito baixos os homens que lho dão; incite-o o sentir-se superior a mais nobre e rude esforço para que se esbatam e percam as diferenças; não aproveite para mostrar a sua força a fraqueza dos outros; o bom lutador deseja que o combatam mais rijos lutadores.
Será grato aos contrários, mesmo aos que veem armados da calúnia e da injúria; compassivo da inferioridade que demonstram fará tudo que puder para que melhorem e se elevem; responderá à mentira com a verdade e ao ódio com o bem; tenazmente se recusará a entrar nos caminhos tortuosos; se o conseguirem abater, tocará com humildade a terra a que o lançaram, descobrirá sempre que do seu lado esteve o erro e de novo terá forças para a luta; e se o aplaudirem pense logo que houve um erro também.
Agostinho da Silva
10 de outubro de 2007
Ou como transformar ameaças em oportunidades
Ainda a propósito de Angola, vou partilhar uma "história" que me contaram e que acho deliciosa.
Trata-se de um industrial de calçado português que tem a ideia de começar a exportar sapatos para Angola.
Envia dois emissários a fim de explorarem as oportunidades de negócio naquele país.
Após uma semana recebe o primeiro telefonema de um emissário que lhe apresenta um cenário catastrófico: "Nem pense em vender aqui sapatos! Não há hipótese! Eles andam todos descalços! Vou voltar para Portugal e tentamos explorar outros mercados."
Rendido, o industrial telefona ao segundo emissário e pergunta quais as hipótes de exportação para aquele mercado.
Do outro lado da linha ouve, numa voz exultante: Fantástico! Temos de começar a trazer sapatos imediatamente! Encontrámos um mercado gigantesco! Eles não têm sapatos! Andam todos descalços.
Trata-se de um industrial de calçado português que tem a ideia de começar a exportar sapatos para Angola.
Envia dois emissários a fim de explorarem as oportunidades de negócio naquele país.
Após uma semana recebe o primeiro telefonema de um emissário que lhe apresenta um cenário catastrófico: "Nem pense em vender aqui sapatos! Não há hipótese! Eles andam todos descalços! Vou voltar para Portugal e tentamos explorar outros mercados."
Rendido, o industrial telefona ao segundo emissário e pergunta quais as hipótes de exportação para aquele mercado.
Do outro lado da linha ouve, numa voz exultante: Fantástico! Temos de começar a trazer sapatos imediatamente! Encontrámos um mercado gigantesco! Eles não têm sapatos! Andam todos descalços.
Tertúlias
África,
Angola,
nada é assim tão simples
9 de outubro de 2007
8 de outubro de 2007
Audiências da série "Erva" disparam no Norte
Os portugueses não são parvos nenhuns.
Todas as ideias para ganhar dinheiro sem grande esforço são imediatamente adoptadas e implementadas como se pode ver aqui.
Não sei se o lançamento do DVD deu algum impulso à coisa...
Todas as ideias para ganhar dinheiro sem grande esforço são imediatamente adoptadas e implementadas como se pode ver aqui.
Não sei se o lançamento do DVD deu algum impulso à coisa...
Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Tertúlias
nada é assim tão simples,
obsessões,
poesia
4 de outubro de 2007
O Mestre e o Aprendiz
“Um feiticeiro africano conduz o seu aprendiz pela floresta.
Embora seja mais velho, caminha com agilidade enquanto que o aprendiz escorrega e cai a todo o instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar o seu mestre.
Depois de uma longa caminhada, chegam a um lugar sagrado. Sem parar, o feiticeiro dá meia-volta e começa a viagem de regresso.
- Já de volta? Mas hoje não me ensinou nada – disse o aprendiz dando mais um valente tombo.
- Ensinei-te sim, mas parece que não aprendes – responde o feiticeiro.
– Estou a tentar ensinar-te como lidar com os erros que cometemos na vida.
- E como se lida com eles? Pergunta o aprendiz.
- Como deverias lidar com as tuas quedas – responde o feiticeiro. – Em vez de amaldiçoares o lugar onde cais, devias era perguntar-te o que te faz escorregar e cair.”
Embora seja mais velho, caminha com agilidade enquanto que o aprendiz escorrega e cai a todo o instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar o seu mestre.
Depois de uma longa caminhada, chegam a um lugar sagrado. Sem parar, o feiticeiro dá meia-volta e começa a viagem de regresso.
- Já de volta? Mas hoje não me ensinou nada – disse o aprendiz dando mais um valente tombo.
- Ensinei-te sim, mas parece que não aprendes – responde o feiticeiro.
– Estou a tentar ensinar-te como lidar com os erros que cometemos na vida.
- E como se lida com eles? Pergunta o aprendiz.
- Como deverias lidar com as tuas quedas – responde o feiticeiro. – Em vez de amaldiçoares o lugar onde cais, devias era perguntar-te o que te faz escorregar e cair.”
Tertúlias
eu,
nada é assim tão simples,
o mestre e o aprendiz
16 de agosto de 2007
Regresso
De volta depois da tentativa de férias.
Agora que estava a começar a abstrair-me do trabalho é que vou ter de voltar para ele.
O regresso custa...
Hoje não vou falar nada. Talvez amanhã tenha algo de novo para dizer.
Hoje estou demasiado frustrada.
Adoro o meu trabalho! E, provavelmente é esse o problema.
Fico exausta, barafusto, exijo férias, canso-me...e.........
Finalmente férias! UAU! Que bom! Estou mesmo a precisar!
Não fosse o meu trabalho um amante possessivo!
Daqueles que não se consegue viver com eles nem sem eles!
Um amante de quem nos queremos afastar porque achamos que precisamos afastar-nos mas que depois fica a viver dentro de nós, a brincar às escondidas na nossa cabeça e no nosso coração...
Lutamos pela abstração, lutamos para esquecer e, um dia, já refeitos e livres, tropeçamos com ele na rua, no local mais improvável...
E aí começa tudo de novo. ..
Até às próximas férias.
Agora que estava a começar a abstrair-me do trabalho é que vou ter de voltar para ele.
O regresso custa...
Hoje não vou falar nada. Talvez amanhã tenha algo de novo para dizer.
Hoje estou demasiado frustrada.
Adoro o meu trabalho! E, provavelmente é esse o problema.
Fico exausta, barafusto, exijo férias, canso-me...e.........
Finalmente férias! UAU! Que bom! Estou mesmo a precisar!
Não fosse o meu trabalho um amante possessivo!
Daqueles que não se consegue viver com eles nem sem eles!
Um amante de quem nos queremos afastar porque achamos que precisamos afastar-nos mas que depois fica a viver dentro de nós, a brincar às escondidas na nossa cabeça e no nosso coração...
Lutamos pela abstração, lutamos para esquecer e, um dia, já refeitos e livres, tropeçamos com ele na rua, no local mais improvável...
E aí começa tudo de novo. ..
Até às próximas férias.
Tertúlias
eu,
nada é assim tão simples,
obsessões,
vou ali e já volto
24 de julho de 2007
Quando se fecha uma porta...
Há uma cena recorrente na minha vida: desespero total, parece que o mundo acabou...
Eis se não quando...
Helas! O caminho não era aquele!
Se isto me tivesse acontecido algumas vezes na vida, eu juro que não ligava.
Acontece que está sistematicamente a acontecer. Eu, que não sou supersticiosa nem tão pouco tenho uma visão esclarecida do "Divino", começo a achar que isto é estranho.
Estranho porque confunde a minha racionalidade estabelecida e instalada. Estranho porque não consigo explicar de forma lógica.
Se não vejamos, como é que explico que no mesmo dia em que grandes decisões estão para ser tomadas, tudo corra mal e surja, como que do nada, imediatamente a seguir, uma solução completamente diferente e muito melhor?
Já me disseram que isto tem a ver com pensamento positivo, acreditar que algo de melhor vai acontecer, etc, mas acho isso tudo muito esotérico para o meu pobre raciocínio.
Então se eu estou de rastos, a achar que o mundo ruiu, que os meus planos foram por água abaixo, como é que estou com "pensamento positivo"?
Há aqui qualquer coisa que o Prof. Damásio talvez pudesse explicar.
Eu desisto de compreender, mas vou ficar atenta às fintas da vida e à espera da solução alternativa para cada problema.
Teoricamente com Pensamento Positivo!
Eis se não quando...
Helas! O caminho não era aquele!
Se isto me tivesse acontecido algumas vezes na vida, eu juro que não ligava.
Acontece que está sistematicamente a acontecer. Eu, que não sou supersticiosa nem tão pouco tenho uma visão esclarecida do "Divino", começo a achar que isto é estranho.
Estranho porque confunde a minha racionalidade estabelecida e instalada. Estranho porque não consigo explicar de forma lógica.
Se não vejamos, como é que explico que no mesmo dia em que grandes decisões estão para ser tomadas, tudo corra mal e surja, como que do nada, imediatamente a seguir, uma solução completamente diferente e muito melhor?
Já me disseram que isto tem a ver com pensamento positivo, acreditar que algo de melhor vai acontecer, etc, mas acho isso tudo muito esotérico para o meu pobre raciocínio.
Então se eu estou de rastos, a achar que o mundo ruiu, que os meus planos foram por água abaixo, como é que estou com "pensamento positivo"?
Há aqui qualquer coisa que o Prof. Damásio talvez pudesse explicar.
Eu desisto de compreender, mas vou ficar atenta às fintas da vida e à espera da solução alternativa para cada problema.
Teoricamente com Pensamento Positivo!
Tertúlias
dúvidas existenciais,
eu,
nada é assim tão simples,
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