31 de outubro de 2007
30 de outubro de 2007
Thinker on a Rock
Aqui fica o link para o museu e informações da escultura do "Pensador".
Chama-se mesmo "Thinker on a Rock". Confesso que não sabia e sempre lhe chamei pensador por se parecer com o outro Pensador. Dei com ele num passeio matinal por Whashington. Entrei no "Jardim-Galeria" e, perplexa, tirei uma foto.
Nunca mais vi nada sobre ele, nem nome nem autor. Estava na altura de saber mais.
Chama-se mesmo "Thinker on a Rock". Confesso que não sabia e sempre lhe chamei pensador por se parecer com o outro Pensador. Dei com ele num passeio matinal por Whashington. Entrei no "Jardim-Galeria" e, perplexa, tirei uma foto.
Nunca mais vi nada sobre ele, nem nome nem autor. Estava na altura de saber mais.
29 de outubro de 2007
Pensador

Esta foto foi tirada há precisamente 2 anos atrás (29 de Outubro) no museu de escultura de Washington DC.
Coincidências irónicas da vida, hoje lembrei-me dela sem me lembrar da data em que a tirei.
Merece lugar no blog pela surpresa que me causou e, pelo magnetismo que tem por não me sair da cabeça enquanto não fui à pasta das fotos revê-la.
Este Pensador leva a sério o poder do pensamento.
Desconcertante.
Paixão ou A Batalha Contra as Sombras
Mais um livro de poesia a ser lançado no dia 6. Desta vez uma obra do Ricardo Belo de Morais que, pela amostra do blog, promete momentos inesquecíveis de leitura para exercitar os sentidos: "Paixão ou A Batalha Contra as Sombras".
À venda a partir de dia 7 de Novembro de 2007.
Espero que o 7 seja um número mágico para o Ricardo. Quem nos presenteia com versos assim merece a felicidade e o êxito.
À venda a partir de dia 7 de Novembro de 2007.
Espero que o 7 seja um número mágico para o Ricardo. Quem nos presenteia com versos assim merece a felicidade e o êxito.
27 de outubro de 2007
Mulheres Bonitas

É já no dia 9 o lançamento do livro do João Villalobos "As Mulheres Bonitas Não Viajam de Autocarro".
A não perder mais uma demonstração de génio.
Quem não gostar de poesia tem sempre as "empaduças" e a boa música prometida.
26 de outubro de 2007
Dandys

Uma pérola de Pedro Mexia: "Hoje, temos apenas o «metrossexual», que é basicamente um gay que ainda não aceitou a sodomia"
Este belo rapaz é a cara de um anúncio de jóias masculinas de uma conhecida marca de relógios. O exemplar é bom, não havia necessidade daquele anelucho no dedo, havia?!
O que se passa com os nossos homens? Falta pouco para voltarmos aos Dandys de outros tempos: laços, jóias, saltos altos, pó de arroz em bochechas inflamadas.
Se ao menos estes novos dandys tivessem o romantismo poético de Lord Byron ou de Baudelaire...
Multiculturalidade
Tenho a sorte (e o prazer) de conviver de perto e com alguma regularidade com a multiculturalidade no seu expoente máximo.
Refiro-me a salas de jantar onde se juntam à mesa chineses, japoneses, indianos, americanos, mexicanos, espanhóis, portugueses, franceses, alemães, ingleses, finlandeses, dinamarqueses, paquistaneses, cipriotas, gregos, canadianos, russos, nigerianos, angolanos, sul africanos...enfim, pessoas de todas as nações, raças e culturas.
E, de cada vez que repito a experiência, fico mais encantada pelo que aprendo. A abertura de espírito e a tolerância são a chave para o futuro. Todos temos a aprender uns com os outros.
Não existem modelos de sociedade totalmente perfeitos tal como não existem modelos totalmente imperfeitos. Se tentarmos, todos, captar e assimilar o que de melhor os outros têm, provavelmente teremos uma sociedade melhor no futuro.
É nisso que acredito.
Aprender com humildade. Esta é a frase-chave.
Refiro-me a salas de jantar onde se juntam à mesa chineses, japoneses, indianos, americanos, mexicanos, espanhóis, portugueses, franceses, alemães, ingleses, finlandeses, dinamarqueses, paquistaneses, cipriotas, gregos, canadianos, russos, nigerianos, angolanos, sul africanos...enfim, pessoas de todas as nações, raças e culturas.
E, de cada vez que repito a experiência, fico mais encantada pelo que aprendo. A abertura de espírito e a tolerância são a chave para o futuro. Todos temos a aprender uns com os outros.
Não existem modelos de sociedade totalmente perfeitos tal como não existem modelos totalmente imperfeitos. Se tentarmos, todos, captar e assimilar o que de melhor os outros têm, provavelmente teremos uma sociedade melhor no futuro.
É nisso que acredito.
Aprender com humildade. Esta é a frase-chave.
Folhas Caídas
Seus olhos - se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou -
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
senão a cinza em que ardi
Almeida Garrett, Folhas Caídas
23 de outubro de 2007
Hipóteses de emigração 1
21 de outubro de 2007
Dá Deus nozes...
"Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que podes fazer pelo teu país..."
Frase boa esta, se o meu país aceitasse ajudas.
Assim... Batatas!
Frase boa esta, se o meu país aceitasse ajudas.
Assim... Batatas!
Tertúlias
nada é assim tão simples,
obsessões,
pequenas tristezas,
Portugueses
Encruzilhadas
Tantos e tão díspares são os caminhos.
Tenho a bússola e, no entanto, falta-me a lucidez.
O problema não são os pontos cardeais: sei onde é o Norte e o Sul, Este e Oeste.
Mas não sei o que significam.
E, por isso, não sei o caminho.
Tertúlias
dúvidas existenciais,
Lisboa,
nada é assim tão simples
14 de outubro de 2007
Futilidades
Coach, La Perla, Disney, Issey Miyake, Abercrombie & Fitch...
O que tem isto em comum?
EU, hoje.
O que tem isto em comum?
EU, hoje.
13 de outubro de 2007
Reflexões
A primeira condição para libertar os outros é libertar-se a si próprio; quem apareça manchado de superstição ou de fanatismo ou incapaz de separar e distinguir ou dominado pelos sentimentos e impulsos, não o tomarei eu como guia do povo; antes de tudo uma clara inteligência, eternamente crítica, senhora do mundo e destruidora das esfinges; banirá do seu campo a histeria e a retórica; e substituirá a musa trágica por Platão e os geómetras.
Hei-de vê-lo depois de despido de egoísmo, atente somente aos motivos gerais; o seu bem será sempre o bem alheio; terá como inferior o que se deleita na alegria pessoal e não põe sobre tudo o serviço dos outros; à sua felicidade nada falta senão a felicidade de todos; esquecido de si, batalhará, enquanto lhe restar um alento, para destruir a ignorância e a miséria que impedem os seus irmãos de percorrer a ampla estrada em que ele marcha.
Nenhuma vontade de domínio; mandar é do mundo das aparências, tornar melhor de um sólido universo de verdades; se tiver algum poder somente o veja como um indício de que estão ainda muito baixos os homens que lho dão; incite-o o sentir-se superior a mais nobre e rude esforço para que se esbatam e percam as diferenças; não aproveite para mostrar a sua força a fraqueza dos outros; o bom lutador deseja que o combatam mais rijos lutadores.
Será grato aos contrários, mesmo aos que veem armados da calúnia e da injúria; compassivo da inferioridade que demonstram fará tudo que puder para que melhorem e se elevem; responderá à mentira com a verdade e ao ódio com o bem; tenazmente se recusará a entrar nos caminhos tortuosos; se o conseguirem abater, tocará com humildade a terra a que o lançaram, descobrirá sempre que do seu lado esteve o erro e de novo terá forças para a luta; e se o aplaudirem pense logo que houve um erro também.
Agostinho da Silva
Hei-de vê-lo depois de despido de egoísmo, atente somente aos motivos gerais; o seu bem será sempre o bem alheio; terá como inferior o que se deleita na alegria pessoal e não põe sobre tudo o serviço dos outros; à sua felicidade nada falta senão a felicidade de todos; esquecido de si, batalhará, enquanto lhe restar um alento, para destruir a ignorância e a miséria que impedem os seus irmãos de percorrer a ampla estrada em que ele marcha.
Nenhuma vontade de domínio; mandar é do mundo das aparências, tornar melhor de um sólido universo de verdades; se tiver algum poder somente o veja como um indício de que estão ainda muito baixos os homens que lho dão; incite-o o sentir-se superior a mais nobre e rude esforço para que se esbatam e percam as diferenças; não aproveite para mostrar a sua força a fraqueza dos outros; o bom lutador deseja que o combatam mais rijos lutadores.
Será grato aos contrários, mesmo aos que veem armados da calúnia e da injúria; compassivo da inferioridade que demonstram fará tudo que puder para que melhorem e se elevem; responderá à mentira com a verdade e ao ódio com o bem; tenazmente se recusará a entrar nos caminhos tortuosos; se o conseguirem abater, tocará com humildade a terra a que o lançaram, descobrirá sempre que do seu lado esteve o erro e de novo terá forças para a luta; e se o aplaudirem pense logo que houve um erro também.
Agostinho da Silva
12 de outubro de 2007
Preparado para viver, preparado para morrer
"Estou preparado para morrer. É-me indiferente. Só quem está preparado para viver, está preparado para morrer".
Ouvi esta frase da boca de um dos homens mais brilhantes que conheço.
E não é frase feita. É verdadeiramente sentido.
Compreendo-o mas não deixa de me impressionar a sua lucidez e capacidade de análise.
Só uma pessoa com uma capacidade de análise estratégica muito acima da média poderia sentir isto de forma tão lúcida e "resolvida". É o caso.
Há 2 características pessoais que me fazem admirar infinitamente algumas pessoas. Por quem tenho verdadeira paixão intelectual.
A primeira é a inteligência e a segunda a capacidade de análise. Poucos têm a capacidade de olhar para as peças soltas de um puzzle e ver o retrato global.
Tenho o privilégio de conhecer alguns.
Esses são aqueles que transformam um dia de rotina num dia excepcional só por partilharem os seus pontos de vista de forma generosa com uma aprendiz como eu.
Obrigada.
Ouvi esta frase da boca de um dos homens mais brilhantes que conheço.
E não é frase feita. É verdadeiramente sentido.
Compreendo-o mas não deixa de me impressionar a sua lucidez e capacidade de análise.
Só uma pessoa com uma capacidade de análise estratégica muito acima da média poderia sentir isto de forma tão lúcida e "resolvida". É o caso.
Há 2 características pessoais que me fazem admirar infinitamente algumas pessoas. Por quem tenho verdadeira paixão intelectual.
A primeira é a inteligência e a segunda a capacidade de análise. Poucos têm a capacidade de olhar para as peças soltas de um puzzle e ver o retrato global.
Tenho o privilégio de conhecer alguns.
Esses são aqueles que transformam um dia de rotina num dia excepcional só por partilharem os seus pontos de vista de forma generosa com uma aprendiz como eu.
Obrigada.
11 de outubro de 2007
10 de outubro de 2007
PME e Rugby
E porque uma história nunca vem só, deixo aqui também uma lição de economia do meu amigo argentino Adrian Alvarez, que compara a performance das PME's com a selecção de Rugby argentina. Vale a pena ver aqui
Ou como transformar ameaças em oportunidades
Ainda a propósito de Angola, vou partilhar uma "história" que me contaram e que acho deliciosa.
Trata-se de um industrial de calçado português que tem a ideia de começar a exportar sapatos para Angola.
Envia dois emissários a fim de explorarem as oportunidades de negócio naquele país.
Após uma semana recebe o primeiro telefonema de um emissário que lhe apresenta um cenário catastrófico: "Nem pense em vender aqui sapatos! Não há hipótese! Eles andam todos descalços! Vou voltar para Portugal e tentamos explorar outros mercados."
Rendido, o industrial telefona ao segundo emissário e pergunta quais as hipótes de exportação para aquele mercado.
Do outro lado da linha ouve, numa voz exultante: Fantástico! Temos de começar a trazer sapatos imediatamente! Encontrámos um mercado gigantesco! Eles não têm sapatos! Andam todos descalços.
Trata-se de um industrial de calçado português que tem a ideia de começar a exportar sapatos para Angola.
Envia dois emissários a fim de explorarem as oportunidades de negócio naquele país.
Após uma semana recebe o primeiro telefonema de um emissário que lhe apresenta um cenário catastrófico: "Nem pense em vender aqui sapatos! Não há hipótese! Eles andam todos descalços! Vou voltar para Portugal e tentamos explorar outros mercados."
Rendido, o industrial telefona ao segundo emissário e pergunta quais as hipótes de exportação para aquele mercado.
Do outro lado da linha ouve, numa voz exultante: Fantástico! Temos de começar a trazer sapatos imediatamente! Encontrámos um mercado gigantesco! Eles não têm sapatos! Andam todos descalços.
Tertúlias
África,
Angola,
nada é assim tão simples
9 de outubro de 2007
Luanda
"Se fosse uma ave, Luanda seria uma imensa arara, bêbada de abismo e de azul. Se fosse uma catástrofe, seria um terramoto: energia insubmissa, estremecendo em uníssono as profundas fundações do mundo. Se fosse uma mulher, seria uma meretriz mulata, de coxas exuberantes, peito farto, já um pouco cansada, dançando nua em pleno Carnaval.
Se fosse uma doença, um aneurisma."
José Eduardo Agualusa, As Mulheres do Meu Pai
Sinónimo de Luanda, acrescento eu, VERTIGEM.
Paradoxo: Tenho medo de alturas. Nunca trepei uma árvore. Amo Luanda.
Se fosse uma doença, um aneurisma."
José Eduardo Agualusa, As Mulheres do Meu Pai
Sinónimo de Luanda, acrescento eu, VERTIGEM.
Paradoxo: Tenho medo de alturas. Nunca trepei uma árvore. Amo Luanda.
8 de outubro de 2007
Audiências da série "Erva" disparam no Norte
Os portugueses não são parvos nenhuns.
Todas as ideias para ganhar dinheiro sem grande esforço são imediatamente adoptadas e implementadas como se pode ver aqui.
Não sei se o lançamento do DVD deu algum impulso à coisa...
Todas as ideias para ganhar dinheiro sem grande esforço são imediatamente adoptadas e implementadas como se pode ver aqui.
Não sei se o lançamento do DVD deu algum impulso à coisa...
Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Tertúlias
nada é assim tão simples,
obsessões,
poesia
7 de outubro de 2007
Weed
6 de outubro de 2007
Sê Paciente
Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
Eugénio de Andrade
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
Eugénio de Andrade
Tertúlias
o tempo que passa,
poesia,
vou ali e já volto
5 de outubro de 2007
SIC
Foi há 15 anos.
Estes senhores foram os grandes culpados pelo meu 1º emprego.
Não foi na SIC mas foi por causa da SIC.
E da TVI.
Os privados vieram revolucionar a nossa vida.
Há 15 anos atrás comecei um ciclo de tardes em frente ao televisor com o hino da SIC na abertura da emissão. Seguia-se o Portugal Radical onde aprendi a terminologia surfista: supertubos, as melhores ondas e afins.
Depois vieram as novelas venezuelanas da TVI em tardes infinitas.
Descobri a magia da publicidade.
Fui feliz ali.
Quando já não dava conta do recado consegui uma "aprendiz" que me saiu melhor que a encomenda.
As voltas da vida juntaram-nos outra vez junto à televisão há 6 anos atrás. Espero que por muitos anos ainda.
Parabéns SIC!
Estes senhores foram os grandes culpados pelo meu 1º emprego.
Não foi na SIC mas foi por causa da SIC.
E da TVI.
Os privados vieram revolucionar a nossa vida.
Há 15 anos atrás comecei um ciclo de tardes em frente ao televisor com o hino da SIC na abertura da emissão. Seguia-se o Portugal Radical onde aprendi a terminologia surfista: supertubos, as melhores ondas e afins.
Depois vieram as novelas venezuelanas da TVI em tardes infinitas.
Descobri a magia da publicidade.
Fui feliz ali.
Quando já não dava conta do recado consegui uma "aprendiz" que me saiu melhor que a encomenda.
As voltas da vida juntaram-nos outra vez junto à televisão há 6 anos atrás. Espero que por muitos anos ainda.
Parabéns SIC!
Máscara

Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há muitos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.
Álvaro de Campos
4 de outubro de 2007
O Mestre e o Aprendiz
“Um feiticeiro africano conduz o seu aprendiz pela floresta.
Embora seja mais velho, caminha com agilidade enquanto que o aprendiz escorrega e cai a todo o instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar o seu mestre.
Depois de uma longa caminhada, chegam a um lugar sagrado. Sem parar, o feiticeiro dá meia-volta e começa a viagem de regresso.
- Já de volta? Mas hoje não me ensinou nada – disse o aprendiz dando mais um valente tombo.
- Ensinei-te sim, mas parece que não aprendes – responde o feiticeiro.
– Estou a tentar ensinar-te como lidar com os erros que cometemos na vida.
- E como se lida com eles? Pergunta o aprendiz.
- Como deverias lidar com as tuas quedas – responde o feiticeiro. – Em vez de amaldiçoares o lugar onde cais, devias era perguntar-te o que te faz escorregar e cair.”
Embora seja mais velho, caminha com agilidade enquanto que o aprendiz escorrega e cai a todo o instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar o seu mestre.
Depois de uma longa caminhada, chegam a um lugar sagrado. Sem parar, o feiticeiro dá meia-volta e começa a viagem de regresso.
- Já de volta? Mas hoje não me ensinou nada – disse o aprendiz dando mais um valente tombo.
- Ensinei-te sim, mas parece que não aprendes – responde o feiticeiro.
– Estou a tentar ensinar-te como lidar com os erros que cometemos na vida.
- E como se lida com eles? Pergunta o aprendiz.
- Como deverias lidar com as tuas quedas – responde o feiticeiro. – Em vez de amaldiçoares o lugar onde cais, devias era perguntar-te o que te faz escorregar e cair.”
Tertúlias
eu,
nada é assim tão simples,
o mestre e o aprendiz
3 de outubro de 2007
Agora é que vou começar a escrever em código!
Descobri uma lista de acrónimos para conversas em chat.
Mundo desconhecido. Só sei escrever como aprendi. Não entendo nada das novas formas de comunicar e podem insultar-me à vontade em linguagem "chat" que eu vou sorrir com ar ingénuo.
Mas agora tudo vai mudar! Arranjei a "Lista"!
Vou começar a descodificar. No início acredito que demore algum tempo, mas lá chegarei...
Mundo desconhecido. Só sei escrever como aprendi. Não entendo nada das novas formas de comunicar e podem insultar-me à vontade em linguagem "chat" que eu vou sorrir com ar ingénuo.
Mas agora tudo vai mudar! Arranjei a "Lista"!
Vou começar a descodificar. No início acredito que demore algum tempo, mas lá chegarei...
2 de outubro de 2007
Silêncio
Fim de semana alargado, finalmente!
Vou deleitar-me no silêncio. Dedicar-me a ler silenciosamente, ver uns filmes com o som no mínimo, ouvir o silêncio dos pássaros que pousam nas árvores do meu jardim.
Estou cansada de ruído e com os tímpanos feridos de tantos sons que ecoam rotineiros à minha volta.
Espero passar um fim se semana sem ouvir chamar pelo meu nome e dar descanso às palavras.
Vou deleitar-me no silêncio. Dedicar-me a ler silenciosamente, ver uns filmes com o som no mínimo, ouvir o silêncio dos pássaros que pousam nas árvores do meu jardim.
Estou cansada de ruído e com os tímpanos feridos de tantos sons que ecoam rotineiros à minha volta.
Espero passar um fim se semana sem ouvir chamar pelo meu nome e dar descanso às palavras.
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